Conhecendo a percepção das mães de baixa renda sobre a importância do vinculo materno de um ano segundo John Bowlby

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No passado as experiências precoces eram vistas como irrelevantes, sendo que psicólogos e médicos acreditavam que a vida social e emocional de bebês e crianças era vazia ou imediatamente esquecida. Só por volta dos séculos XVII e XVIII o infante passa a ser visto não mais como um pequeno adulto, e sim como um ser inocente e frágil, que necessita da orientação e dos cuidados de outros para se tornar um adulto. Tendo como base a teoria do apego, defendida por John Bowlby, o objetivo desta pesquisa é compreender a percepção de mães de baixa renda sobre a importância do vínculo materno em crianças menores de um ano, bem como descrever e analisar seu entendimento sobre a importância do vínculo materno para a saúde de seus filhos, além de analisar se as condições socioeconômicas influenciam o vínculo entre mãe e filho. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, mediante técnica de entrevista individual semiestruturada. Os participantes da pesquisa são mães de crianças de zero a um ano que frequentam uma Unidade Básica de Saúde na região do ABC, em consultas mensais de rotina. Por meio de método de análise de conteúdo, foram identificadas as seguintes categorias: entendendo o significado do carinho no vínculo mãe-bebê; o vínculo mãe-bebê; a importância do apego; fatores que prejudicam o vínculo. As entrevistadas em sua unanimidade consideram o vínculo muito importante, ainda que não saibam dizer com clareza os motivos pelos quais têm essa opinião. Conseguem também identificar em seus filhos sinais de que eles entendem e sentem o afeto oferecido, como sorrisos, o toque, olhares e sons emitidos. Diante dos resultados da pesquisa, conclui-se então que as mães em situação socioeconômica desfavorável, apesar das dificuldades vivenciadas em sua realidade, compreendem, ainda que à sua maneira, a importância do vínculo para seus bebês e tentam oferecer afeto de acordo com suas possibilidades. Dessa forma, verificou-se que se faz necessário a inclusão de ações de incentivo ao fortalecimento do vínculo materno infantil na saúde pública, especialmente durante o primeiro ano de vida, visando a saúde mental e o desenvolvimento saudável das crianças desde seu nascimento.

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